Inscreva-se e receba as atualizações por email

Digite seu email aqui:

Delivered by FeedBurner

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Atividade de letramento com parlendas e cantigas de roda

 Durante o Projeto "É Brincando que se Aprende", da Escola Municipal Shakespeare, as crianças trabalharam escrita do nome, identidade, identificação das letras e escrita de palavras a partir de Cantigas de roda e parlendas.
Veja algumas atividades que foram realizadas:


A partir da Cantiga A canoa virou, cada aluno pode desenhar a si mesmo e escrever o próprio nome na "canoa", para formarem um belo cartaz! Se o aluno ainda não escreve o nome, o professor pode escrever e ele faz o desenho de si mesmo.




 Escrita de palavras com a inicial A e ilustração, recorte e colagem, montagem de cartaz.

 A partir da cantiga de roda "Se eu fosse um peixinho", cada aluno fez o seu peixinho com prato descartável, escreveu o próprio nome (o professor escreve para quem ainda não consegue grafar o nome) e montaram este belo cartaz!

Também foram trabalhadas:

Passando o ANEL

Brincando de Elefantinho Colorido

As Irmãs da música Tangolomango

Conhecendo o corpo com a música: Olhos, Ouvidos, boca e nariz

e a parlenda

Um, dois, feijão com arroz...

Créditos: Atividades desenvolvidas pela Escola WILLIAM SHAKESPEARE.




segunda-feira, 15 de julho de 2013

cartão para os pais




Vamos aprender a fazer esse cartão e complementar o presente para o papai? Esse passo a passo é do blog Como faz as coisas, achei muito lindo e criativo e trouxe para vocês.



Para fazer o cartão artesanal para o Dia dos Pais você vai precisar de:
  • tesoura;
  • cola branca;
  • um pedaço de EVA de aproximadamente 10 cm de largura por 18 cm de altura, da cor de sua preferência;
  • um pedaço de cartolina de aproximadamente 35 cm de largura por 30 cm de altura, da cor de sua preferência;
  • dois botões do tamanho e cor de sua preferência.
  • Você pode usar este molde do cartão ou criar o seu;
  • Você pode usar este molde da gravata ou criar o seu;

Material necessário para se fazer o cartão artesanal de coração para o Dia dos Pais.
 
 
Primeiramente marque na cartolina o formato do seu cartão. Você pode usar o molde do cartão que nós disponibilizamos ou criar seu próprio desenho na cartolina.

Corte a cartolina no formato do cartão e usando uma borracha apague as marcas de lápis em torno do cartão.



Corte a gravata de EVA. Você pode usar o molde da gravata de disponibilizamos ou criar o seu corte personalizado no EVA.

Aplique a cola branca na parte superior da gravata de EVA, espalhe e cole no cartão e aguarde a secagem da cola.
 

Dobre as golas do coração, dobre o cartão ao meio, cole os botões na gola do coração, cole a gola na gravata de EVA e aguarde a secagem da cola.

 Pronto, seu cartão artesanal de coração para o dia dos pais está prontinho. Escreva sua mensagem para o seu pai e entregue junto com o seu presente.

 Cartão do dia dos pais aberto

 Outras ideias para cores do cartão, cores do botão e cores da gravata.



 Moldes:




segunda-feira, 1 de julho de 2013

Como resolver problemas de indisciplina?


Veja atividades práticas para fazer com os seus alunos, que os auxiliam a entender regras e noções de respeito ao próximo.



Como resolver problemas de indisciplina?



Veja atividades práticas para fazer com os seus alunos, que os auxiliam a entender regras e noções de respeito ao próximo.

Segundo a professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I com pós-graduação em Alfabetização Glauce Rossi, da EMEI Santos Dumont, na Educação Infantil, os maiores problemas de indisciplina ocorrem com alunos que costumam ter reações agressivas e intolerantes, o enfrentamento e o desrespeito aos colegas e à professora, além da dificuldade de adaptação ao ambiente escolar. Mas o que fazer para que as crianças nessa faixa etária aprendam a ter disciplina e a respeitar regras, professores e colegas? Quais os desencadeadores dessas atitudes?


Para Glauce, entre os principais motivos estão os pais, que delegam para a escola toda a responsabilidade da Educação de seus filhos que, na realidade, deveria começar em casa, e a escola, que não consegue acompanhar as mudanças de vida e dos valores socioculturais da nossa sociedade. "Com essas mudanças, nossas crianças também não são as mesmas de décadas atrás. Atualmente, elas estão perdendo a 'primeira infância', em que o brincar é essencial para o seu desenvolvimento, mas a escola insiste em ensinar nos moldes antigos, mesmo na Educação Infantil, dando ênfase apenas à alfabetização, não levando em conta a importância do brincar nessa faixa etária", explica ela.


Com relação à família, a professora diz que sua atitude é fundamental para a formação da criança, pois é nela que ocorre a maior parte dos aprendizados na vida dela. Por isso, são os pais que representam a primeira e a mais importante escola para a aprendizagem das regras de conduta, dos limites de comportamento, lidar com sentimentos e antecipar as consequências das ações dos seus filhos. Além disso, os pais devem acompanhar diariamente a vida escolar dos filhos, participando de encontros, palestras, reuniões etc.


Mas mesmo os pais tendo papel primordial, o professor e a escola também possuem a função de educador e, nesse caso, Glauce sugere ao professor agir com autoridade, com diálogo e respeito ao aluno, além de deixar claro que o que é errado é o comportamento e não o aluno. Mostrar à criança que ela desrespeitou um dos combinados (regras) do grupo e, por isso, há uma consequência para a quebra dele. Lembrando que a professora deve criar combinados (regras) com a turma de alunos logo no início do ano letivo. "O profissional erra quando exerce uma autoridade sem limites ou com exagero, desrespeita a criança com gritos, impõe suas regras e não leva em conta os combinados do grupo; isso não resolve a situação, pelo contrário, tende a criar novos problemas de indisciplina", diz ela.


Para finalizar, a professora aconselha: "O papel da Educação Infantil é ir além da alfabetização, sempre pensando na criança como um indivíduo que necessita aprender coisas tão importantes como as matérias básicas. Respeitar as pessoas, o meio ambiente, exercer a cidadania, aprender sobre valores, higiene, responsabilidades e tudo o que for possível para a criança se tornar um adulto responsável".


Veja a a minha reportagem completa com as atividades na Revista Guia Prático da Educação Infantil: http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/120/artigo291856-1.asp



terça-feira, 25 de junho de 2013

Ideias maravilhosas para trabalhar com a educação infantil


Hoje, participei de um curso maravilhoso na minha cidade e não posso deixar de compartilhar com vocês:

Mobile de animais para berçário e maternal....



Sacola com o número colado, a quantidade a criança vai colocando com a orientação do professor....


Brincando de acertar o alvo....


Tapete para trabalhar com várias texturas....

Blocos e quebra-cabeça feitos de  caixas....


Sacola de números....


Tapete....


Hora do conto.....





Eu, amei participar desta oficina.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Meu filho não faz as atividades

  Um dos problemas mais comuns e difíceis de lidar para uma mãe é a falta de atenção e interesse do filho pelos estudos. Passando por esses problemas surgem inúmeras questões muitas vezes difíceis de serem diagnosticadas e interpretadas principalmente quando não somos qualificadas para tanto.
Será que meu filho tem défcite de atenção?
Será que tem algum tipo de transtorno?
Será que tem problemas de visão?
Será que sofre bullyng na escola?
O que será que acontece com ele?
Ou será que o problema é comigo?
                Essas são umas das questões levantadas por nós mães, desesperadas por uma resposta urgente, o problema é que essa resposta demora a ser respondida e muitas vezes nem são.
Mas o que posso fazer então?
                Uma das resposta é se dedicar mais, dá mais tempo ao filho e exercitar o laço entre os dois, assim você poderá conhecer um pouco mais do seu filho e ele confiará mais em você. Hoje em dia nosso tempo se torna muito curto devido a rotina agitada, cargar horária no serviço e afazeres domésticos, não sobrando tanto tempo em casa para cuidar de forma mais adequada dos nossos filhos, como olhar cadernos, saber como foi o dia, o que aprendeu na escola, o que viu na tv, olhar guarda roupas, etc. Isso faz uma grande diferença, pois a criança se sente segura e protegida e sabe que você está atenta.
                 Pois bem, eu passo por isso com meu filho do meio, nossa que difícil, como fazer para atrair a atenção de uma criança dispersa? Estou fazendo isso que descrevi para vocês, não é fácil, requer tempo e paciência, mas funciona.
                 Mesmo assim levei meu filho a psicóloga, para descobrir o real motivo desse desinteresse sobre os estudos, como iniciei agora a minha pós em neuropsicopedagogia passei por um módulo que fala sobre TDAH e identifiquei o meu filho como possível candidato a ter déficit de atenção, mas são suposições, na verdade é preciso de um estudo mais detalhado quanto a isso.
                 Procurei um psicóloga especialista em crianças, assim fiquei mais segura, a princípio fez uma entrevista sobre minha vida do nascimento ate hoje, este estudo chama-se anamnese, onde a psicologa poderá fazer um estudo sobre minha vida e a vida do meu filho, mas para isso é necessário que os pais participem desse processo, bom o resultado é que meu marido não quer ir de maneira nenhuma, ele faz menção de que psicologo é indício de que você poderá estar desajustado (agora mude essa opinião). A minha anamnese saiu que eu sou louca (brincadeirinha gente), na verdade só fui esta vez, mas me senti impotente, pelo fato de não poder contar com a boa vontade do pai para tal problema, como a psicologa me falou... " Andreza, eu preciso dos pais, para ter uma visão de como é a vida do seu filho, se só tenho você eu acabo tendo uma visão parcial e a minha análise do seu filho pode  sofrer modificações devido a falta de preenchimento de algumas lacunas".
                 Bom, mesmo assim não posso desanimar, afinal meu filho tem apenas nove anos e ainda existe um caminho longo a percorrer com ele.
                 A questão é que, desde que mantive uma rotina de estudos e atenção com ele percebi uma melhora significativa no seu comportamento em casa e na escola, até a professora notou. Percebi que grande parte dos problemas enfrentados pelos filhos é a falta de ausência dos pais no dia a dia, isso mesmo dia a dia, porque se você não tem tempo durante a semana para lhe dar com as situações de rotina de nada adianta querer cobrar do seu filho no final de semana problemas que aconteceram durante toda a semana, se torna cansativo e estressante para os dois, isso faz com que muitas vezes deixemos algumas problemas de comportamento dos filhos de lado no intuito de não se incomodar.
               Na verdade resolvi escrever esse texto para me desabafar, porque sei que muitas mães passam por este problemas e se questionam da mesma forma que me questionam, mas sabemos que cada criança tem seu tempo e nenhum filho igual a outro, e existe uma maneira especial de lidar com cada um deles.

Fonte: Melo Menezes
Pedagoga

Pisicologia e Desenvolvimento da Aprendizagem




PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM

A aprendizagem é um aspecto cognitivo, que envolve o ser humano em sua totalidade, sabemos que fatores como natureza, alimentação e vivência são requisitos importantes para o processo do desenvolvimento da aprendizagem do indivíduo.
Para Santos(2006, p. 4)

O desenvolvimento humano se estabelece através da interação com o indivíduo com o ambiente físico e social.
Se caracteriza pelo desenvolvimento mental e pelo crescimento orgânico.
O desenvolvimento mental se constrói continuamente e se constitui pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais.
As estruturas mentais são formadas de organizações de atividades mentais que vão se aperfeiçoando e se solidificando, até o momento que todas elas, estando plenamente desenvolvidas caracterizando um estado de equilíbrio superior em relação a inteligência, a vida afetiva e as relações sociais.

            Todas as fases de desenvolvimento como fetal, nascimento, infância, adolescência e fase adulta estão em constante aprendizado e reorganizando suas estruturas mentais, sociais e físicas, e justamente por isso que é importante conhecermos todas essas vivências e experiências juntamente com seus estágios  e seus processos de desenvolvimento na opinião de estudiosos como Wallon, Vygostisk e Piaget, com diferentes esquemas estruturais para o desenvolvimento da aprendizagem e todas elas com suas peculiaridades distintas que complementam a interação do indivíduo na sua totalidade.
            A aprendizagem é um processo que vem de dentro para fora, ou seja, o indivíduo processa a informação e tenta repeti-la, então a aprendizagem se dá a partir da troca de experiências e vivências, seja ela social, física ou emocional.
            Segundo Henri Walon, o estudo dos aspectos mentais de desenvolvimento da criança é fundamental para o seu processo educacional, como psicólogo tratou de pesquisar sobre o desenvolvimento o indivíduo a partir do seu nascimento com a perspectiva da emoção, afeto e movimento.
            Segundo Galvão (1995, p.19):

Preocupado em afirmar a especificidade da psicologia como ciência, Wallon busca experimentar seus fundamentos epistemológicos, objetivos e métodos. Dialoga com as principais correntes no pensamento filosófico ocidental, procurando identificar a origem das contradições que atingem a psicologia de sua época. Opõe-se as concepções reducionistas que limitam a compreensão do psiquismo humano a um ou a outro termo da dualidade.
   
Walon foi um humanista, preocupado sempre com o desenvolvimento integral da criança, não se absteve de ir a além do que a psicologia da época conhecia, dividiu então sua pesquisa em cinco estágios:

- Estágio Impulsivo Emocional: Se dá no período de 0 a 1 ano, inicia a partir de movimentos não estruturados e impulsivos, a coordenação e estruturação dos seus movimentos e diálogo com o corpo;
- Estágio sensório motor e projetivo: Se dá no período de 1 a 3 anos, se dá a partir da fala e gesto, e utiliza objetos para o desenvolvimento motor e cognitivo;
- Estágio do personalismo: Se dá no período de 3 a 6 anos, neste estágio se dá a partir da interação de si mesmo com o outro, trocas de experiências, imitações.
- Estágio categorial: Se dá no período de 4 a 11 anos, neste momento a criança já entende sua individualidade e se senti seguro para explorar o mundo físico com atividades em grupo e com assimila atividades com vários níveis de abstração.
-Estágio da puberdade e adolescência: Se dá a partir dos 11 anos. Nesta fase a criança passa de um estágio de firmação de caráter, seu desenvolvimento motor, afetivo e intelectual estão afiados e prontos para novas transformações. O corpo novamente se transforma e se torna um período bastante complexo.
            Segundo Galvão (1995, p.44):

Na sucessão dos estágios há uma alternância entre as formas de atividades que assumem a preponderância em cada fase. Cada nova fase inverte a orientação da atividade e do interesse da criança: do eu para o mundo, das pessoas para as coisas. Trata-se do principio da alternância funcional.

            Para Levi Semenovich Vygostsky, a sua teoria, muito conhecida no meio educacional, afirma ser determinante para o desenvolvimento a aquisição de conhecimentos do indivíduo e a relação dele com outras pessoas. Vygostsky considera o homem um ser histórico e produto de um conjunto de relações sociais, destaca em seus estudos que é preciso considerar dois níveis de desenvolvimento: o real e o potencial. O real consiste em tudo aquilo que o indivíduo já sabe e o que ele já conhece. O potencial é aquilo que ele pode fazer ou o que pode aprender com o determinado objeto.
            O que se destaca na teoria desse autor é o que chamamos de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que é a distancia entre seu desenvolvimento real, que se acostuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível do seu desenvolvimento potencial.
            Segundo Dalla Valle (2007, p. 35):

A zona de desenvolvimento proximal, como o próprio nome sugere, sempre está próxima do que a criança já sabe (real), e isso reafirma uma prática há muito difundida nas nossa escolas: devemos sempre, como professores, partir do que a criança já tem.(...) Para traçarmos um paralelo com as práticas diárias dos professores de crianças pequenas e, em linhas gerais, trazermos o pensamento de Vygostsky para a escola, temos que trabalhar com três vertentes: interação, linguagem e zona de desenvolvimento proximal.
           
            Isso não quer dizer que devemos somente deixar as crianças se desenvolverem sozinhas, mas nesse ponto somos apenas mediadores, servimos de ponte para que o processo de aprendizagem aconteça de fato.
            Jean Piaget desenvolveu em seus estudos o processo da aquisição do conhecimento por parte das crianças. Para o autor o conhecimento é uma construção diária que parte do contato com outras crianças com os objetos de estudo, que parte do fator físico/ mental/ afetivo. Sua teoria chama-se Epistomologia Genética, onde afirma que o conhecimento resulta das interações que se produzem a meio caminho entre sujeito e objeto.
            Piaget afirma que o indivíduo passa por diferentes estágios, sendo desde o momento que nasce até a fase adulta, estes estágios são “estágios de desenvolvimento”. Vejamos:
1º Estágio: Sensório-motor (0 a 2 anos): A criança conquista seu mundo através de percepção e dos movimentos que a cerca.
2º Estágio: Pré-operatório (2 a 7 anos): Inicia-se a fase oral, onde desenvolverá os aspectos intelectuais e afetivo social da criança;
3º Estágio: Período das operações concretas (7 a 11 ou 12 anos): A criança apresenta capacidade de reflexão, adquire autonomia e organiza seus próprios valores morais;
4º Estágio: Período das operações formais (A partir dos 12 anos em diante): É a passagem do pensamento concreto para o pensamento formal, abstrato, é capaz de lidar com conceitos de liberdade, justiça etc.  e capacidade de reflexão espontânea.
            A teoria de Piaget apresenta ainda alguns conceitos muito importantes para a educação e para nosso contexto de aprendizagem. São eles: equilibração, adaptação, acomodação, assimilação e desequilíbrio.
            Seria impossível em tão poucas linhas falar sobre todo o desenvolvimento da aprendizagem desses autores, são inúmeras obras e estudos realizados a cerca desse tema tão complexo e ao meso tempo surpreendente. Falar sobre desenvolvimento humano, sobre desenvolvimento da aprendizagem é interessante e inevitável para nós auxiliares na construção do conhecimento.
            Partindo agora para minhas experiências pessoais posso dizer que o processo de aprendizagem realmente ocorre quando colocamos em prática.
            Cada indivíduo traz com sigo a sua complexidade, os fatores como cultura, sociedade e ambiente transformam e moldam a sua personalidade, então seria errôneo dizer que todos aprendem da mesma maneira.
            Certa vez, na alfabetização, alunos entre 6 e 9 anos, me deparei com um aluno de 7 anos muito educado e atencioso, mas tinha um problema de déficit de atenção, conhecia todas as letras do alfabeto mas não sabia ler. Então me questionava porque isso acontecia, dado ao fato de que ele tinha todos os requisitos para ser um bom aluno, o que aplicava em sala não surtia resultado para ele, mas percebi que o garoto era muito dado a jogos e brincadeira. Foi quando me surgiu a ideia de desenvolver um jogo, “o jogo das letras”, fiz todo o silabário duplicado e em formato de cartões com imãs colados atrás e cartões grandes com imagens de frutas e objetos, eu entregava para ele a figura e ele tinha que colar o imã as suas respectivas sílabas, por exemplo: macaco, e ele separava as sílabas e colava. Bom, na primeira tentativa foi frustrada, então no segundo dia eu separei as silabas e dei a ele, então ele colocou-as em ordem e formou a palavra, fiz várias atividades com o aluno e depois de dois dias ele começou a ler sem tantas dificuldades.
            O que pude perceber é que o aluno simplesmente não entendia como as palavras se formavam, e ao lê-las em ordem foi percebendo que a junção das sílabas fazia sentindo.
            O ensinar e aprender é uma experiência mútua, desde que tenha um objetivo como, o querer fazer. Com essa experiência percebi como o indivíduo é singular e ao mesmo tempo desafiador, mesmo assim não posso deixar de enfatizar sobre a importância dos pais dentro do âmbito escolar. O fato de conhecer os pais do aluno me deu mais uma ferramenta para construir essa processo de aprendizagem sobre a alfabetização, eles me forneceram um diálogo aberto e enriquecedor a cerca do aluno, talvez se isso não tivesse acontecido não teria chegado a esse resultado em tão pouco tempo.
            O papel dos pais na escola é fundamental nos dias de hoje, vivemos em um mundo violento, com drogas e novas tecnologias e a criança cada dia tem mais acesso as informações fora dos muros escolares, isso se torna atraente aos olhos do aluno, já que é tudo “novidade”. A escola e pais tem que andar juntos no que diz respeito a educação e aprendizagem do filho, assim fica mais difícil o desvio para outras informações.
            O pai faz o papel de facilitador nesse processo de ensino aprendizagem, ele cobra, corrige e anda sempre em constancia com o professor. Auxiliando nas atividades e estando sempre na escola no papel de conferente e fiscalizador das ações.

 
REFERENCIAS:
DALLA VALLE, Luciana de Luca. Metodologia da Alfabetização, Curitiba – PR: Ibpex, 2007.

GALVÃO, Isabel. Henri Wallon, Uma concepção dialética do desenvolvimento Infantil. Petrópolis – RJ: Vozes, 1995.

SANTOS, Rosangela Pires dos. Psicologia do Desenvolvimento da Aprendizagem, São Paulo – SP: Ieditora, 2006.
 
Fonte:
Related Posts with Thumbnails