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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

LEITURA TEM QUE COMEÇAR ANTES DOS 10 ANOS

LEITURA TEM QUE COMEÇAR ANTES DOS 10 ANOS

(Daniela Falcão, Folha de São Paulo)
 

Você sabia que começar a ler antes dos 10 anos de idade contribui para o desenvolvimento do cérebro? Pesquisas científiccas revelam que a leitura é um caminho eficiente par o desenvolvimento cerebral:


Crianças que nunca ouviram histórias ou que não desenvolveram o hábito de leitura até os 10 anos perdem a chance de enriquecer as áreas do cérebro ligadas à linguagem e ao controle das emoções.

Embora parte da capacidade cerebral de uma criança já esteja determinada na hora em que ela nasce, o ambiente em que vive nos dez primeiros anos contribui decisivamente na formação e manutenção das conexões entre os neurônios.

Ou seja, embora a inteligência da criança seja parcialmente determinada ao nascer, as experiências a que é submetida nos primeiros anos indicarão quanto desse potencial será utilizado.

"Quanto mais a criança for exposta à linguagem falada, escrita, lida ou cantada, maior será sua capacidade verbal e oral ao crescer. Pais que leem ou contam histórias aos filhos que ainda não sabem ler também influenciam positivamente a capacidade da criança de administrar as suas emoções". Diz o neurocirurgião Elson de Araújo Montagno doutor em Medicina pela Universidade de Berlim.

A formação das conexões entre os neurônios ocorre das primeiras semanas de gestação até os 10 anos, quando parte delas (as que não foram utilizadas) são eliminadas.

Para cada habilidade (raciocínio matemático, visão, linguagem etc.) há um período específico em que as ligações entre os neurônios se formam. Esse período é chamado de "janela da oportunidade".

A janela da linguagem dura do nascimento até os 10 anos. Crianças que só adquirem o hábito de ler após essa idade perdem a melhor oportunidade de maximizar o potencial cerebral com que nascem.

"É um crime privar a criança da leitura entre 6 e 10 anos. Na verdade, antes mesmo de começarem a falar os pais devem ler ou contar estórias aos filhos", diz Montagno.

O neurocirurgião recomenda que os pais transformem o hábito de ler em algo prazeroso. "Se a leitura passar a ser uma diversão na família, a criança terá muito mais facilidade em aprender a se concentrar quando estiver na escola".

Para que a leitura beneficie o desenvolvimento cerebral de uma criança ela deve se tornar um hábito. Mas não é preciso estipular um número mínimo de livros que a criança deve ler a cada ano.

"Cada criança tem seu próprio ritmo. O importante é que ela leia sempre, independentemente da quantidade de livros. Os que estão se alfabetizando gostam de ler a mesma estória várias vezes, até memorizar. Esse é um ótimo exercício, diz.


Extraído do livro "Prática da Linguagem escrita e oral, Coleção Eu Gosto, de Célia Passos e Zeneide Silva, 5° ano, Companhia Editora Nacional.


O texto é de autoria de Daniela Falcão, extraído do jornal Folha de São Paulo)

Como Corrigir os erros dos alunos com o objetivo de ajudá-los a avançar


Meus errinhos


A poesia Os meus errinhos de Pedro Bandeira nos faz refletir sobre nossa postura diante de nossas crianças.



Está bem, eu confesso que errei.

Eu errei, está bem, me dê zero!

Me dê bronca, castigo, conselho.

Mas eu tenho o direito de errar.


Só o que eu peço é que saibam que eu necessito errar.

Se eu não errar vez por outra,

como é que eu vou aprender.

Como se faz pra acertar?



Pais, professores, adultos

também já erraram à vontade,

já fizeram sujeira e borrão.

Ou vai dizer que a borracha

surgiu só nesta geração?


Vocês, que errando aprenderam,

ouçam o que eu tenho a falar:

Se até hoje cometem seus erros,

só as crianças não podem errar?



Concordem, eu estou aprendendo.

Comparem meus erros com os seus.

Se já cometeram os seus erros,

deixem-me agora com os meus!



Mais respeito, Eu sou criança!

Os meus errinhos Pedro Bandeira Ed. Moderna p. 17


***


A reportagem abaixo foi retirada da Revista Nova Escola, pois a achei interessantíssima ao abordar o tema.

Por Beatriz Santomauro



Você aplica uma prova, estabelece critérios para a correção, soma o valor de cada questão, atribui uma nota final,

comunica o resultado à turma e... O que vem depois? Se a opção for seguir adiante com novos conteúdos, a avaliação

não terá cumprido boa parte de seu papel. A riqueza de informações obtidas com base nas provas permite ao professor

entender em que estágio de desenvolvimento o grupo se encontra.

Para os estudantes, é um bom momento para rever os erros e avançar naquilo que ainda não foi, de fato, aprendido.

"Faz toda a diferença analisar as dimensões dos equívocos.

Isso auxilia na indicação daquilo em que cada um precisa evoluir  e como trabalhar para alcançar melhoras", explica

Jussara Hoffmann, consultora de avaliação e professora  aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


Para proveitar essa oportunidade ao máximo,

o primeiro passo é organizar as informações

a serem interpretadas. Anote num diário

os dados sobre o desempenho de cada aluno,

tomando o cuidado de dividir os erros por categorias.

Ao fazer isso, você conseguirá um panorama dos problemas

mais recorrentes. Já é possível começar a planejar a ação.


Alguns erros, mesmo que sejam individuais, interessam a todos


A forma de atuar depende do número de estudantes com dificuldade e do tipo de equívoco. Se 90% da sala não conseguir resolver uma das questões, por exemplo, você provavelmente vai precisar retomá-la  com toda a turma. Algumas vezes, entretanto, mesmo um deslize cometido só por um aluno também pode ser debatido. Levá-lo ao  quadro é a chance de trocar opiniões não apenas para mostrar onde ele ocorre mas também para iluminar alguns aspectos do conteúdo
que, no momento da explicação original, podem não ter sido mencionados.

Essa abordagem costuma ser muito produtiva quando se consideram os chamados "erros construtivos", aqueles que revelam hipóteses de resolução. É o que ocorre, por exemplo, quando os pequenos escrevem 1004 para registrar o número 104 (o que indica que se apoiam na fala - "cento e quatro" - para cumprir a tarefa) ou colocam na sequência os números 1, 2, 3 e 4 para mostrar que possuem quatro objetos (o que aponta a necessidade de recorrer a uma marca para cada objeto).

Atenção aos erros genericamente designados como de desinteresse:

eles podem indicar que o aluno não sabe o que fazer diante das tarefas apresentadas. Uma prova em branco, por exemplo,

pode tanto significar que o estudante "não está nem aí" para o que foi tratado como indicar a incompreensão da proposta feita.

Para diferenciar um do outro, o caminho é uma conversa direta sobre as razões que levaram àquela situação. Entendê-las norteia o encaminhamento que deve ser realizado: debater estratégias  para que o aluno não se desconcentre ou propor novos exercícios e situações-problema para reforçar a compreensão.


O que os erros revelam

Três respostas para a mesma questão, o que elas mostram sobre o raciocínio do aluno e como avançar


Resolva o seguinte problema:

Um artesão consegue produzir 15 ovos de Páscoa de 1 quilo e 20 ovos de 500 gramas por dia. Ele recebeu a encomenda de uma loja e vai ter que fazer 1.620 ovos de 1 quilo. Em quantos dias ele consegue fazer essa entrega?


Resolução 1

Tipo de erro

Interpretação do enunciado O problema tem muitos dados e o aluno consegue selecionar quais deve usar e quais deve descartar. A dificuldade ocorre na hora de traduzir o que pede o  problema para a linguagem própria da Matemática: ele usa
a multiplicação em vez da divisão.

Encaminhamento


Analise o contexto do enunciado: o que o artesão deve fazer? Se  produzir um pouco a cada dia, como saber o total? E, se souber o total e a produção diária, como descobrir o número de dias  necessários para atender ao pedido?


Resolução 2

Tipo de erro

Desconhecimento do conteúdo A criança não seleciona os dados que levam à resposta nem utiliza a operação correta.

Em vez disso, relaciona todas as informações numéricas do enunciado com o procedimento que, provavelmente, lhe

parece mais familiar (a soma).


Encaminhamento


Proponha que a classe explique onde está o erro - dividir partes do dividendo (16 por 15, 12 por 15 etc.) e não ele todo. Quando se tenta dividir 16 por 15, a multiplicação por 100 fica escondida (pois 1.600 = 16 X 100) e não pode ser desconsiderada no resultado.


BIBLIOGRAFIA

Jogo do Contrário em Avaliação, Jussara Hoffmann, 192 págs., Ed. Mediação, tel. (51) 3330-8105

***


Vídeo: Erros no aprendizado da linguagem escrita:
Para visitar o canal e assistir, clique em:
http://www.youtube.com/user/EducareTV#p/u/26/Vh7XVSghrrU


SUGESTÕES DE ATIVIDADES A PARTIR DO TEXTO "MEUS ERRINHOS",  DE PEDRO BANDEIRA:

(Clique para ampliar as imagens)





domingo, 20 de fevereiro de 2011

JOGO DE SILABAS



ESTES JOGOS DE SILABAS FACILITAM NA APRENDIZAGEM PARA ALFABETIZAR NOSSOS ALUNOS. IMPRIMA E MONTE PAINEIS PARA TREINAR EM SALA DE AULA




















Fonte: Binary Company

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Escola!


A ESCOLA


(Paulo Freire)

“A escola é...

O lugar onde se faz amigos, não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos...

Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima.

O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor na medida que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.

Nada de ilha cercada de gente por todos os lados.

Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém, nada de ser como tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só educar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se amarrar nela!

Ora, é lógico...

Numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz”.

♥♥♥

Esta linda mensagem foi transformada neste vídeo (parabéns ao seu autor):



TEXTO PARA ESTUDO!

Planejamento e intervenções nas atividades de escrita

Segundo Telma Weisz, o espaço de reflexão sobre o sistema de escrita é o ato de escrever, é lá que ele tem que discutir e tomar decisões sobre quantas e quais letras colocar. Só na escrita isso acontece . Portanto, para o avanço dos alunos, é fundamental que eles escrevam.

É importante reconhecer que na escola, a escrita serve para comunicar informações, para tomar notas e ajudar a memória, para listar as atividades do dia, para publicar um livro de histórias, uma seção de dicas de leitura etc. Enfim, são muitas as situações em que a escrita aparece com sentido, com finalidade social real, explícita e clara para os alunos.

Quando o propósito de uma atividade escrita é provocar a reflexão sobre a construção do sistema ou a construção da linguagem escrita deve-se garantir:

1. conhecimento da situação de produção do texto (interlocutores, gênero, lugar social ocupado pelos interlocutores, lugar social onde circulará o texto, instituições sociais em que o texto circulará, portadores) a finalidade com que será escrito.

2. atividades de ensino/repertoriem os alunos quanto ao contexto de produção do gênero solicitado.

3. oportunidade para que os alunos vivenciem os procedimentos da escrita (planejar, escrever, revisar, reescrever).

Aqui que encontramos um desafio ao planejamento do professor: o material do aluno favorece a leitura, mas, como se propõe uma atividade de escrita em um material dessa natureza? Ele não dá conta de orientar o professor sobre o que ele deve fazer em situações de escrita porque ele não consegue antecipar o que o aluno vai fazer. Por exemplo, muitos meninos só usam as vogais, mas, isso não quer dizer que não usem a consoante. E se o aluno não utilizasse o valor sonoro convencional, a professora teria o mesmo encaminhamento?

Pensar sobre as propostas e, ao mesmo tempo, as intervenções didáticas é urgente. A escassez de situações de escrita é um dos motivos que retardam o avanço dos alunos com hipóteses de escrita silábica. Vamos, então, pensar sobre como podemos ultrapassar esse desafio.

A atividade boa para avançar é aquela que coloca ao aluno a necessidade de tomar decisões de escrita. São interessantes as propostas que demandam do aluno a escrita de listas, de trechos de parlendas ou outras sugeridas anteriormente, desde que crie essa condição. E o que é fundamental nessa situação?

1. que haja um contexto claro e relevante para a produção escrita;

2. que haja escritas contrastantes;

3. que todas as possibilidades de escrita existentes apareçam na lousa para a consulta e reflexão dos alunos;

4. que haja uma forma de trabalho coletivo que dá chance para a reflexão de todos. Nesse caso, podemos usar a lousa como suporte público para as escritas da sala. A lousa e a mediação do professor fazem a informação circular entre os alunos.

Isso não significa, no entanto, que chegarão à escrita convencional. O produto da atividade não é a escrita na lousa, mas, sim, o processo de elaboração interna dos alunos.

Vejamos, a seguir, algumas sugestões.

As atividades de escrita

Como é fundamental para o aluno de PIC escrever bastante, apresentamos algumas sugestões de atividades de escrita para construção do sistema que podem complementar as propostas contidas no material do aluno. Vale dizer que estas propostas devem ser contextualizadas para o grupo de alunos e que não se configuram em situações de cópia, mas de produção de texto coletiva (professor como escriba) ou em parceria (duplas, grupos).

Escrita de listas

• Rotina do dia.

• Materiais que devem trazer todos os dias.

• Fatos vivenciados no dia para o diário pessoal.

• Cartazes para o mural que comporão os referenciais de escrita (dias da semana, meses do ano, aniversariantes do mês, os melhores livros lidos, histórias de terror etc.).

• Personagens de determinado conto.

• Cardápio do dia na escola.

• Cardápio desejado pela turma.

• Jogos conhecidos.

• Jogos dos familiares.

• Título do texto lido no dia.

• Lista dos cinemas, parques e outros pontos de lazer mais próximos.

Outros gêneros

• As adivinhações preferidas da turma.

• O poema que mais gostaram, ou um trecho dele.

• Uma curiosidade sobre um animal, cuja reportagem foi lida.

• Uma quadrinha que a turma decorou.

• Regras de jogos.

• Ficha do animal.

• Ficha técnica de um planeta.

• Ficha dos livros da caixa literária / registro dos empréstimos.

• Dica de leitura de um livro.

• Dica de atividades culturais da semana.

• Legenda de uma fotografia/imagem para o mural de curiosidades.

O planejamento do professor deve garantir não apenas a adequação da proposta da atividade, em si, mas, também as condições didáticas que os alunos precisam para aprender. Mas, além desses saberes, é fundamental ao professor saber coordenar a sala e o trabalho dos alunos, estando atento às intervenções.

* fonte: SEESP - FORMADORES PIC 2010

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